sábado, 9 de novembro de 2013

Cio da terra / Eu a viola e Deus / Bruto, rústico e sistematico - João C...

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Tradição Caipira

Um quadro na imaginação  09-07-2013
De: Alcidio Pereira Pinhalense

Pintei um quadro, em minha emoção, Bem lá no fundo, o meu bem querer,
Em uma tela, cheia de paixão, No mesmo quadro, Deus Pintou você,
Céu estrelado, e com Lua cheia, Onde eu ficava com a imagem tua,
Enamorado, muito apaixonado, Fazendo versos, em homenagem a Lua.

Nas mesmas cores da imaginação, Pintei de tudo, que consegui ver,
O firmamento lá do meu sertão, O mais querido de todo o viver.
Fiz um ranchinho, e um casal de idosos, Ainda novos, ainda posso ver,
E em cada cena, todas me comovem Como é lindo meu sertão rever.

Meio a paisagem, corre caudalosa, Como a história de Papai ouvi,
Um riozinho banhando as lembranças, Desse meu tempo, onde fui guri.
Em toda mata um verdor real, Onde a esperança habita tranquila,
Um Ribeirão, hoje tão real, Que lá das Minas, veio com a família.

Meu Ribeirão nasceu onde os índios Catavam pinhas, meio ao um pinhal,
Antigamente na mata nativa, Tinha a extensão de um vasto pinheiral.
Hoje a distancia que de mim separa, Fica tão perto na imaginação,
Durmo e acordo, revendo na imagem, As coisas lindas lá do meu sertão.

Hoje em dia quase não tem nada, A Lua Amada, até desbotou,
Rios com pontes borrando a paisagem, o negro asfalto, a estrada enlutou,
Até a criança das minhas lembranças, fugiu no tempo, cresceu, dispersou.
Como o sertão também fiquei velho, Resta na saudade; Um Ribeirão de amor.




Fazendo arte

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